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sexta-feira, 29 de julho de 2011

MARKUS ZUSAK - EU SOU O MENSAGEIRO (ZUSAK, Markus - Trad. Antônio E. de Moura Filho )- Rio de Janeiro: Intrínseca, 2007


Mais um Best-Seller em minhas mãos e novamente furando uma extensa fila que empilha minha estante. Desta vez não me fiz de arrogado e comecei a ler sem pensar no atraso que causo a mim mesmo em relação aos clássicos.
Sempre nutro curiosidade em relação ao escritor que ainda não li e fazendo uma analogia seria como um primeiro encontro com uma garota. A única coisa que podemos prever é que será bom ou ruim, pois nada sai como previsto. Assim como o livro após a sua leitura.
Em relação ao livro posso dizer que foi bom. Tive excelente impressão do australiano Markus Zusak com sua narrativa descontraída e empolgante. Markus trabalha o romance de uma forma a prender o leitor do início ao fim, sem ser cansativo ou abusar de nossa inteligência. O autor consegue mesclar diversos gêneros como aventura, suspense, comédia e até auto-ajuda nessa história cheia de boas surpresas.
O livro conta a história do taxista Ed Kennedy, que após um evento inusitado começa a receber mensagens que precisa entregar ao destinatário de qualquer maneira. No desenrolar da trama percebe que além de mudar a vida dessas pessoas que recebem as mensagens, também muda a sua gradativamente.
Percebo uma tendência mundial nesse tipo de narrativa como se fosse um roteiro pronto para o cinema e Markus Zusak segue a mesma linha de autores como Dan Brown, John Grisham entre outros.
Recomendo esse romance com sua agradável leitura sessão da tarde.
Boa mensagem e boa compulsão a todos!!!

sábado, 30 de abril de 2011

ADÉLIA PRADO - O HOMEM DA MÃO SECA (PRADO, Adéila - Editora Record - Rio de Janeiro - 2007)


Para os amantes da literatura, qualquer conversa, comemoração ou momento é motivo para se falar de livros.
Há algum tempo o nome Adélia Prado retumbava em meus ouvidos, ora pelos comentários de amigos, ora pelas intermináveis pesquisas via internet. Como todo ávido leitor, mantenho uma extensa lista de obras a serem lidas em fila, assim sendo, por motivos pessoais não costumo furá-la. Abro exceções para algum trabalho ou artigo que tenha que fazer.
No final de 2010, eu, e os amigos do grupo de pesquisa sobre Poesia Decadentista Brasileira que faço parte nos reunimos para uma comemoração. O amigo oculto que fizemos foi de livros, óbvio! Minha amiga e excelente poetisa Suzane havia sorteado meu nome. Como nada acontece por acaso, aquele barulho que retumbava se aproximou e de presente caia em minhas mãos um livro em prosa chamado “O Homem da Mão Seca” da consagrada escritora mineira, Adélia Prado.
Minha primeira impressão ao ler as primeiras páginas, foi notar certa semelhança com a atmosfera de Clarice Lispector. Não digo semelhança de narrativa, mas algo como um tônus existencialista de sua personagem e de seu ambiente.
O Homem da Mão Seca conta a história de Antônia, uma mulher normal, casada, com filhos e amigos que durante anos escreve seus acontecimentos diários em cadernos. Uma mulher que vive conflitos íntimos no seu quotidiano em relação aos seus sentimentos, como o amor, o marido, os amigos, a religião, a Deus e principalmente a ela.
No final do livro, sentindo-se liberta da disciplina das convenções que havia imposta a si própria, descobre uma nova forma de lidar com os mínimos detalhes da vida.
Uma bela lição para todos nós, que esperamos infinitamente coisas que não existem, que nos preocupamos obsessivamente com o amanhã, que não sabemos aproveitar as bênçãos que a vida tem a nos oferecer.
Nascemos livres, as convenções e regras são do Mundo.
Boa Compulsão a todos!!!
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P.S: Estou aguardando a autorização da Editora Record para postar um pequeno, mas fantástico trecho do livro aqui no blog. Aguardem!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

EXPOSIÇÃO "FERNANDO PESSOA, PLURAL COMO O UNIVERSO"


"FERNANDO PESSOA, PLURAL COMO O UNIVERSO"
Exposição no Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro mostra as facetas do poeta português, que foi capaz de inventar e se reinventar por meio de diversos personagens fictícios ao longo de seus 47 anos de vida.

Depois de levar mais de 190 mil pessoas ao Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, de agosto de 2010 a fevereiro de 2011, a obra de um dos maiores poetas da língua portuguesa do século XX será celebrada no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio, entre os dias 25 de março e 22 de maio. Em “Fernando Pessoa, plural como o universo”, o público tem a oportunidade de conhecer, ou reconhecer, algumas de suas personas, que se revelam nos versos assinados por seus heterônimos – personagens-poetas com identidade própria – e por pessoa “Ele-mesmo”. Com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith e projeto cenográfico assinado por Helio Eichbauer, a exposição mostra toda a multiplicidade da obra de Pessoa e pretende conduzir o visitante a uma viagem sensorial pelo universo do poeta, fazendo-o ler, ver, sentir e ouvir a materialidade de suas palavras.
O público terá ainda a oportunidade de ver algumas raridades, como a primeira edição do livro Mensagem, único publicado por ele em vida, e os dois números da revista Orpheu, um marco do modernismo em Portugal.
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Excelente oportunidade de conhecermos um pouco mais da vida e obra de Fernando Pessoa.
Ah, não esqueçam: ENTRADA FRANCA!!!!!

Período: 25/03/2011 até 22/5/2011
Visitação: de terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
Local: CENTRO CULTURAL CORREIOS: Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Rio de Janeiro/RJ – Tel.: (21) 2253-1580

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

STANISLAW PONTE PRETA - DOIS AMIGOS E UM CHATO(PONTE PRETA, Stanislaw, 2ºEd. São Paulo, Moderna,2003)


Conhecido por suas crônicas incisivas, ácidas e divertidas, Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do escritor Sérgio Porto alcançou sucesso em sua época escrevendo para jornais, o que lhe rendeu grande popularidade.
Stanislaw apurava tão perfeitamente sua escrita que fazia os leitores rirem após poucas frases.
Mesmo escrevendo na época da ditadura militar, não abdicou de fazer graça da situação nas suas muitas crônicas publicadas. Usava os problemas do país como mote principal.
Sérgio Porto marcou uma geração que comprava o jornal somente para lê-lo e deixou uma lacuna que até hoje nenhum cronista conseguiu ocupar.
Dois Amigos e um Chato é a reunião de suas melhores crônicas em um só livro.
Vale a pena resgatar um pouco do que Sérgio Porto deixou lendo esse livro e apresentando-o aos novos leitores.
Leitura divertida e agradabilíssima.
Boa Compulsão a todos!!!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

EXPOSIÇÃO CORA CORALINA - CORAÇÃO DO BRASIL


Cora Coralina – Coração do Brasil


Exposição em homenagem aos 25 anos do falecimento de Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, poetisa e contista, mulher simples, doceira de profissão, que produziu uma obra rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás, estado onde nasceu, localizado no coração do Brasil. Começou a escrever aos 14 anos, mas só teve seu primeiro livro publicado aos 76.

Curadoria: Júlia Peregrino.
Cenografia: Daniela Thomas.

Uma ótima dica para as férias e uma grande oportunidade de conhecermos um pouco mais dessa grande escritora.


SERVIÇO
Centro Cultural Banco do Brasil RIO
Data: De 11 de janeiro a 13 de março
Horário: Terça a domingo, das 9h às 21h
Local: Salas B, C e D – 2º andar | Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Recepção/Informações: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefone: (21) 3808-2020
Classificação: Livre
Entrada Franca

domingo, 16 de janeiro de 2011

Exposição e Evento dos 80 anos de Ferreira Gullar.


EXPOSIÇÃO
Para festejar os 80 anos do poeta, escritor, roteirista, ensaísta, dramaturgo, tradutor e crítico de arte Ferreira Gullar, a exposição Gullar 8 & 80 será aberta no próximo dia 17 de dezembro. A mostra vai exibir fotos originais inéditas; objetos pessoais, como a sua máquina de escrever; a primeira página manuscrita de Poema Sujo, uma de suas obras mais conhecidas; pinturas e aqualeras, entre outros itens.
Nascido em São Luis, Maranhão, em 1930, o multipremiado Ferreira Gullar traçou uma importante trajetória no meio cultural do país, tendo influenciado sucessivas gerações de artistas.

Período: De 17 de dezembro até 13 de março.

EVENTO
27 de janeiro, às 15h - Mesa redonda com o critico e artista Ferreira Gullar, o pesquisador Antônio Carlos Secchin, e os poetas Salgado Maranhão e Carlos Dimuro. Tema: Arte e literatura. Entrada Franca.

INFORMAÇÕES
www.mnba.gov.br

FONTE
www.jopinando.blogspot.com ( Blog do meu queridíssimo amigo e irmão Jopin)

Para quem gosta do poeta Ferreira Gullar essa será uma oportunidade fantástica de assisti-lo de perto com entrada franca. A exposição já começou mas vai até março.
No dia 26/04/2010 tive uma grande satisfação de vê-lo numa palestra na Faculdade de Formação de Professores da UERJ.
A visita de Ferreira Gullar causou um grande impacto em todos os alunos. Abaixo transcrevo algumas frases ditas por ele.

"Eu não acredito em Deus, mas Ele é imprescindível para o ser humano."

"Eu era da época do Parnasianismo tinha ainda a cabeça em Makondo(onde tudo ocorre de cem em cem anos), até conhecer a Poesia Moderna, uma forma nova e estranha de escrever."


"Eu estava certo que ajudaria o país escrevendo poemas assim( referindo-se aos poemas políticos). Não ajudei!"

"Se eu pensar:Ah, há muito tempo não escrevo um poema, e logo sentar pra escrever, sai uma porcaria."

"Quando você é surpreendido pelo inesperado o poema nasce."

Após a belíssima palestra o poeta Ferreira Gullar foi aplaudido de pé pelos alunos que lotaram o auditório.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

FERNANDO MORAIS - OLGA (MORAIS, Fernando, Alfa-Omega, São Paulo - 1986)


O Livro Olga é a biografia da judia, comunista, guerrilheira, paramilitar, militante, ativista, mulher e mãe Olga Benário Prestes.
Mais que um livro, Olga nos remete a anos difíceis que nossos pais e avós nos contavam. Incerteza na política, opressão, silêncio. Ingredientes que permearam nossa recente história.
Mulher de Luiz Carlos Prestes, a alemã Olga desde sua juventude atuou ativamente dentro do partido comunista. Veio ao Brasil acompanhando e cuidando da segurança pessoal de Prestes, pois era altamente treinada. Assim os dois se apaixonaram e tiveram uma filha chamada Anita Leocádia.
Os planos do levante militar contra o governo Vargas não deram certos e tempos depois, Luiz C. Prestes e Olga Benário foram presos.
Contra todos os apelos da época (sendo a maioria internacional), Olga foi mandada grávida no porão de um navio, para a Alemanha nazista de Hitler como presente de Filinto Muller.
Mesmo os leitores que não apreciam biografia irão gostar de ler esse livro onde está marcada parte de nossa história e identidade. Um pedaço importantíssimo da história do nosso país e do mundo.
Quem viu o filme e gostou, recomendo que leia o livro e desfrute dos detalhes que não cabe em noventa minutos.
Impactante e indispensável. Recomendo sem susto.
Boa Compulsão a todos!!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

FELIZ 2011!!!!!!!!!!!!!!!!



HOMEM COMUM

Sou um homem comum
de carne e de memória
de osso e esquecimento.
e a vida sopra dentro de mim
pânica
feito a chama de um maçarico
e pode
subitamente
cessar.

Sou como você
feito de coisas lembradas
e esquecidas
rostos e
mãos, o guarda-sol vermelho ao meio-dia
em Pastos-Bons
defuntas alegrias flores passarinhos
facho de tarde luminosa
nomes que já nem sei
bandejas bandeiras bananeiras
tudo
misturado
essa lenha perfumada
que se acende
e me faz caminhar
Sou um homem comum
brasileiro, maior, casado, reservista,
e não vejo na vida, amigo,
nenhum sentido, senão
lutarmos juntos por um mundo melhor.
Poeta fui de rápido destino.
Mas a poesia é rara e não comove
nem move o pau-de-arara.
Quero, por isso, falar com você,
de homem para homem,
apoiar-me em você
oferecer-lhe o meu braço
que o tempo é pouco
e o latifúndio está aí, matando.

Que o tempo é pouco
e aí estão o Chase Bank,
a IT & T, a Bond and Share,
a Wilson, a Hanna, a Anderson Clayton,
e sabe-se lá quantos outros
braços do polvo a nos sugar a vida
e a bolsa
Homem comum, igual
a você,
cruzo a Avenida sob a pressão do imperialismo.
A sombra do latifúndio
mancha a paisagem
turva as águas do mar
e a infância nos volta
à boca, amarga,
suja de lama e de fome.

Mas somos muitos milhões de homens
comuns
e podemos formar uma muralha
com nossos corpos de sonho e margaridas.

FERREIRA GULLAR

Aos amigos e leitores que me acompanharam no ano de 2010 agradeço a atenção, a consideração e o carinho que tiveram comigo, seja pelos comentários ou por e-mail.
Espero conseguir em 2011 trazer mais impressões sobre livros, novidades e atualizar com frequência o blog. Sinceramente não esperava essa quantidade de acessos, inclusive internacional (vide mapa no canto direito).
Desejo um ano novo de muita conquista a todos vocês. Paz e saúde em abundância. Que a leitura seja mais que um simples livro e que neles possam descobrir um prazer sem igual.
O lindo poema acima é do Mestre Ferreira Gullar. Homem Comum é um poema que nos mostra que a nossa luta vale a pena. O poeta lutava pelos seus ideais, mas nós podemos lutar pelo que quisermos.
Inspiremos-nos nele para começar o ano com mais força, acreditando que é possível.
Feliz 2011 e Boa Compulsão a todos!!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

GEORGE ORWELL - A REVOLUÇÃO DOS BICHOS( ORWELL, George, Abril Cultural - São Paulo, 1982)


George Orwell nascido Eric Arthur Blair na India, onde seu pai era funcionário do governo britâncico, passou a usar o psedônimo na juventude após romper com sua origem burguesa e um passado que considerava vergonhoso.
Escritor de grandes livro como 1984, sendo o mais conhecido, Orwell traz uma visão política particular em seus textos.
A Revolução dos Bichos (escrita em 1945), apesar do título sugestivo e de ser composto pela maioria de personagens animais, não é um livro infantil. Creio que o autor fez somente uma analogia com os bichos, pois o sentido que ele deu a sua história tira a importância se são homens, animais ou marcianos. Orwell quis mostrar que qualquer regime político totalitário e ditatorial é maléfico aos que são governados.
Fica claro o medo de um sistema de governo que após uma revolução do povo, tempos depois não se lembrem mais pelo que lutavam.
No livro os bichos da fazenda após a revolução são feitos de marionetes pelos porcos, que eram os cabeças do movimento. Esses poucos porcos em nome de uma inteligência maior passam a dominar os outros e gozar de mordomias. A memória dos acontecimentos vai sendo modificada de acordo com interesses dos “chefes”. No final, o bem maior que todos haviam conseguido com tanta luta foi destruído em prol de associações escusas e benéficas ao único que detinha o poder.
O final é quase uma fábula mostrando que aquele que luta contra algo na política, quando chegar ao poder é bem provável que passe a lutar a favor. Como no livro onde o porco só queria ser igual ao seu dono.
Um livro interessantíssimo com uma narrativa divertida e agradável.
Aviso que qualquer semelhança com governos passados e presentes não é mera coincidência.
Boa Compulsão a todos!!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

LUIZ RUFFATO, ELES ERAM MUITOS CAVALOS (RUFFATO,Luiz, Ed: Bestbolso - 2010)



Luiz Ruffato é atualmente um dos maiores escritores do Brasil. Traduzido para vários países e premiado com os prêmios APCA e Jabuti, desponta como uma das boas surpresas da literatura nacional.
Com uma narrativa inovadora, seu primeiro Romance (se é que podemos denominá-lo assim), Eles Eram Muitos Cavalos traz 69 micro-contos ou pequenos textos que tentam traduzir o dia de uma metrópole. O autor parece retransmitir o quotidiano de São Paulo num grande mosaico de pequenas histórias onde os personagens não se encontram, mas cada vida, cada história contextualiza um conglomerado chamado cidade.
Ruffato trabalha com o foco no leitor, como se fosse apenas um cidadão comum desnudando o caos que é viver numa metrópole. Mostrando seus problemas, mazelas, desigualdades, virtudes, solidão e outros tantos fragmentos de uma sociedade.
O Livro aproxima o leitor da realidade a todo o momento, trazendo em sua narrativa formas de linguagens de todas as classes sociais, palavrões, marcas de empresas famosas e lugares conhecidos. O título do livro é homenagem a um poema de Cecília Meireles, que se encaixa perfeitamente nessas várias histórias pessoais de cidadãos anônimos.
“Eles Eram Muitos Cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem..."
Cecília Meireles

Boa Compulsão a todos!!!

domingo, 26 de setembro de 2010

OSCAR WILDE - O RETRATO DE DORIAN GRAY (WILDE, Oscar Fingall O' Flahertie Wills - Domínio Público)


Antes de começar a escrever sobre Oscar Wilde, gostaria de reparar uma falha comum vista em quase todos os sites que fazem a sua biografia, falando sempre a respeito de um "movimento estético" ou da "arte pela arte" sem mencionar que Wilde foi um dos maiores escritores DECADENTISTAS que já tivemos. Amante desse estilo que além da estética na escrita, da arte pela arte, tinha também como características a figura do dândi, do andrógino, o prazer pela arte, a rejeição ao natural entre outras.
Oscar Wilde, grande escritor, contemporâneo de nomes consagrados como Verlaine e Mallarmé, conheceu a glória e a ruína. Obteve fama como escritor, mas pagou um alto preço por querer viver do seu jeito numa época errada. Casado, dois filhos e no auge de seu prestígio, se apaixonou por um jovem aproveitador que o levou a ruína. Foi condenado a 2 anos de prisão, pois na Inglaterra o homossexualismo era considerado crime.
O DECADENTISMO é a arte pela arte, sem servir a nada e a ninguém, assim como a vida de Wilde, que não se importava com as convenções de sua época.
Escritor Decadentista e grande representante dessa forma de fazer Literatura, legou a todos esse livro espetacular, trazendo a baila os traços inconfundíveis do decadentismo no livro O Retrato de Dorian Gray.
O livro conta a história de um jovem que após fazer um pacto, permanece com sua aparência jovem como no seu retrato pintado por um amigo. De acordo com o tempo e mudanças de sua vida, o quadro sofre as transformações e alterações, enquanto ele permanece sempre com aparência jovem.
O personagem Lorde Henry é um coadjuvante perfeito para a história, destilando epigramas divertidíssimos. Henry é um dândi adorável, encantador e influenciador.
O Retrato de Dorian Gray é uma leitura fantástica, com uma interrogação até a última página. Leitura Obrigatória.
Boa Compulsão a todos!!!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

CLARICE LISPECTOR - PERTO DO CORAÇÃO SELVAGEM (LISPECTOR, Clarice - Ed.Círculo do Livro)


Ler Clarice pela primeira vez foi delicioso e conhecê-la pelo primeiro livro que escreveu, foi melhor ainda.
Perto do Coração Selvagem foi escrito quando a autora saia da adolescência e dava seus passos iniciais rumo a uma carreira de sucesso no mundo das Letras. O Título do livro foi tirado da epígrafe do escritor irlandês James Joyce, mostrando que bons autores influenciavam sua escrita.
Clarice Lispector não exerce unanimidade perante os leitores, digo isso por conhecer pessoas que não apreciaram sua leitura, mesmo lendo vários de seus livros. O inegável é que os que não leram, tem obrigação de fazerem suas próprias constatações.
Em quase todos seus livros, Clarice se desnuda para o público na forma de suas personagens. A autora constrói uma aura introspectiva, mas de uma inquietação pulsante no enredo das personagens, e como imã, nos atrai para o centro de toda essa manifestação de pensamentos e sentimentos. Existe um universo paralelo em suas histórias, onde o físico se locomove a 10 km/h e o existencial corre a 100 km/h.
Perto do Coração Selvagem é a história de Joana, mas poderia ser a de Maria, Andréia, Marcela, Carolina, Clarice e tantas outras que algum dia hão de se reconhecer. Vale a pena ler e tentar entender como uma jovem adolescente conseguiu transmitir tanta experiência e vivência que ainda sequer havia experimentado.
Clarice e suas personagens mulheres, traço inconfundível de quem traduziu para o papel, vozes contidas nos arcabouços femininos.
Boa Compulsão a todos!!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

ALDOUS HUXLEY I - ADMIRÁVEL MUNDO NOVO (HUXLEY, Aldous - Domínio Público)


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Nos dias de hoje a história do livro Admirável Mundo Novo pode parecer um pouco infantil, porém se levarmos em conta que foi escrito há quase 80 anos atrás, fica clara a genialidade de Aldous Huxley.
O escritor narra à história de um provável futuro, mas sem os parâmetros de tecnologia da qual dispomos atualmente. Falar sobre anos a frente com a visão de um vivente dos anos 30 do século passado faz toda a diferença para a fascinação que o livro exerce. Em cada época, de 1930 para cá, os leitores tiveram sensações e opiniões diversas e acredito que em 2050, os novos leitores terão uma outra abordagem da história, que fatalmente se distanciará da minha. Com certeza o Admirável Mundo Novo continuará "condicionando" nossas mentes "séculos d.F." a fora.
O livro aborda assuntos como a genética(totalmente incomum para a época), mostrando como funciona a reprodução nesta sociedade. Fala também sobre a extinção da família e das crenças religiosas, a liberdade sexual, a divisão social em forma de castas, a indiferença com a morte e a jovialidade do ser humano até os 60 anos.
Vale lembrar que a base para que toda essa sociedade obtivesse sucesso contínuo, era o condicionamento.
O condicionamento humano feito por hipnopédia(ciência que o autor dispunha na época), tornando assim esse clássico num admirável livro para se ler.
Por "Ford", é fantástico como o autor consegue nos prender frente a essa deliciosa obra do início ao fim. Tenho certeza que mais "selvagens" como eu, se encantarão com os Alfas, Betas, Gamas e etc...
Boa Compulsão a todos!!!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

VICTOR HUGO I - OS TRABALHADORES DO MAR - (HUGO, Victor-Marie - Domínio Público)


A França sempre nos presenteou com grandes escritores, de escolas e épocas diferentes e Victor Hugo foi um dos maiores mestres da Literatura que já esteve entre nós. Mais conhecido pelo clássico Os Miseráveis (que pode ser visto em filme), Victor Hugo faz o leitor se apaixonar pela forma como escreve e pelo jeito que descreve os sentimentos.
Os Trabalhadores do Mar conta a belíssima história de um homem ingênuo que é capaz do impossível para conquistar sua paixão. O protagonista passa por uma aventura(boa parte do livro), repleta de momentos perigosos que leva o leitor em determinado momento se perguntar se tudo aquilo vale a pena. O final do livro também gera alguns questionamentos, mas creio que livre de julgamentos. Nesse ponto é que entra a genialidade do escritor, pondo em nossas mãos o fato, e em seguida transformando toda aquela dor, numa cena que só quem viveu tudo aquilo poderia decidir sobre sua vida. E cabe a nós, simples mortais, admirar a beleza e o encantamento da descrição do fim da história.
Detalhe a ser comentado. Foi impossível deixar algumas partes passarem em branco, pois o livro é rico em detalhes, principalmente de lugares. Com isso a curiosidade de ir ao Google e procurar imagens da Cadeira Gild-Holm-'Ur ou ir ao Youtube procurar a canção Bonny Duundee( que ficou marcada na história. Um tipo de trilha sonora).
É comum ouvirmos dizer que Victor Hugo demora muito descrevendo determinados assuntos, tornando a narrativa um pouco sonolenta. Mas quem se dispõe a ler esse grande autor, sabe que a descrição é uma das suas principais características. Por isso leia, tire suas conclusões e entenderá porque seus livros viraram Clássicos da Literatura.
Para concluir, quero dizer que esse livro trata do ananke(palavra grega que significa fatalidade) das coisas.Os Miseráveis trata do ananke das leis e Notre-Dame de Paris o ananke dos dogmas. Quando terminar de falar sobre o último, colocarei aqui a explicação de todos e o porquê do escritor fazer essa trilogia de ananke.
Boa Compulsão a todos!!!

domingo, 11 de julho de 2010

ZÉLIA GATTAI II - CITTÀ DI ROMA -(GATTAI,Zélia - Ed.Record)


Sou fã de Zélia Gattai e isso não nego, por isso sempre que vier aqui colocar impressões de meus livros lidos, a escritora terá destaque especial.
Zélia me ensinou e mostrou muito sobre um dos maiores escritores brasileiros, mas toda vez que termino de ler seus livros, aprendo um pouquinho da história dela, que em vários momentos se confundem com a história do nosso país.
O grande barato de ler os livros da Zélia é o desapego a qualquer escola literária, sendo que cada livro seu é uma auto biografia e uma biografia de sua família.
O livro Città di Roma remete ao final do século XIX e o início do século XX, aonde imigrantes europeus vinham tentar a sorte num mundo novo, a América, com inúmeras promessas de vida próspera. O livro conta a história do caminho que seus avós fizeram, as agruras e os ensejos, recheadas de pedaços importantes da História do Brasil, até chegar ao seu nascimento, infância e descobertas da adolescência. Destaque para os hábitos e costumes de época, tão diferentes dos atuais.
Como todo livro de Zélia, um humor leve, junto a sua escrita repleta de sentimentos, ficando muito claro quando percebemos toda sua mágoa com os acontecimentos sucedidos ao seu pai.
Zélia Gattai é boa leitura sempre!
Boa Compulsão a todos!!!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dia do falecimento do Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago.


Hoje, 18/06/2010 o mundo perdeu um grande escritor, Prêmio Nobel de Literatura em 1998 e autor de grandes obras. Gostaria de deixar alguma mensagem aqui para mostrar minha admiração, mas prefiro deixar as palavras de Harold Bloom, com a qual eu corroboro.
Em 2003, o crítico norte-americano Harold Bloom, no seu livro("Génio: Um Mosaico de Cem Exemplares Mentes Criativas"), considerou José Saramago "o mais talentoso romancista vivo nos dias de hoje", referindo-se a ele como "o Mestre". Declarou ainda que Saramago é "um dos últimos titãs de um gênero literário que se está a desvanecer".

sexta-feira, 4 de junho de 2010

BERTOLT BRECHT - A SANTA JOANA DOS MATADOUROS - (BRECHT, Bertolt - Domínio Público)


Há pouco tempo, tive a oportunidade de ler meu primeiro livro de Brecht para um trabalho da Faculdade. Confesso que fiquei surpreso com a forma que o autor escreve e aborda os assuntos. Às vezes autores como Brecht passam despercebidos, pura e simplesmente por não termos quem nos apresente suas obras, ou nos incentive a ler grandes clássicos da Literatura Universal.
A Santa Joana dos Matadouros é uma peça de teatro que foi escrita de 1929 a 1931, mas é tão atual que agora, na década que vivemos, aparecem situações semelhantes aos borbotões nos noticiários. O senso crítico do autor é embasado em exemplos muito bem colocados. A política, a religião e a luta de classes são mostradas de uma forma clara, inteligente e sem rodeios. O livro é uma obra imperdível, por isso gostaria de deixar aqui no blog, alguns pontos que considero interessantes e que merecem uma atenção especial do leitor.
A primeira é em relação à personagem Joana, que é de uma ingenuidade tão grande quanto sua vontade de mudar o mundo. Em termos atuais, a Joana de Brecht é a famosa bucha de canhão da história do livro. Tendo até o seu momento derradeiro, sido usado para o benefício dos interesses dos poderosos.
Segundo, a semelhança da personagem Bocarra com os políticos e empresários de hoje é assombrosa!
Terceiro, a crítica as pseudo religiões e homens que se aproveitam da fé alheia para motivos estritamentes financeiros.
Para quem gosta de uma leitura leve e extremamente crítica, vai viajar no ponto de vista do autor.
Boa Compulsão a todos!!!

JORGE AMADO II - CAPITÃES DA AREIA - (AMADO, Jorge - Ed.Record)



Jorge Amado é um dos últimos grandes escritores que o Brasil teve, ainda hoje é lido e conceituado dentro e fora do país. Escreveu inúmeros livros, sendo vários deles imperdíveis, grandes obras da Literatura que se perpetuarão ao longo do tempo, e que num futuro próximo, será estudado e discutido como os consagrados mestres são!
O Livro foi escrito(pasmem) em 1937, já mostrando naquela época os problemas sociais do nosso país, que hoje só faz aumentar, provando que enquanto houver descaso e falta de boa vontade, a obra continuará atual!
Jorge Amado em todas as suas fases literárias, jamais se esqueceu de suas raízes e por conhecer de perto as mazelas do povo, colocou o dedo na ferida dos políticos e da população ao escrever o livro Capitães da Areia, sem eximir ninguém de culpa, fazendo uma ferrenha crítica social, bem fundamentada e sem demagogia.
Capitães da Areia entra no rol dos livros que se imortalizam em nossas memórias, com sua história emocionante de amores, tristezas, felicidades, dores, aventuras e perdas, nos levando a participar ativamente como mais um dentre aqueles que habitaram o velho trapiche. O autor tem a incrível capacidade de fazer que em nossos corações, suas personagens tenham vida.
Ao encerrarmos a leitura e fecharmos o livro, inevitavelmente começaremos outro capítulo, só que em nossa consciência, com nossas reflexões, e quem sabe, daí surjam ideias que construam capítulos melhores para aqueles que precisam.
Boa Compulsão a Todos!!!

domingo, 30 de maio de 2010

FLAUBERT I - MADAME BOVARY-(FLAUBERT, Gustave, -Domínio Público)


Antes de falar sobre o livro, gostaria de deixar aqui um agradecimento especial ao meu Mestre de Literatura Universal II, Professor Doutor Fernando Barros da UERJ, por ter apresentado a mim e a minha turma, esse livro como trabalho em sala de aula( mesmo já tendo há anos em minha estante, e sem nunca ter lido), e por ter me dado a incrível oportunidade de ler meu primeiro livro, entendendo tudo o que se passou antes, durante e depois de sua publicação, em resumo, todo contexto histórico.
Apesar de Madame Bovary ter sido o primeiro livro que li de Flaubert, bastou para que eu me tornasse fã.
O autor tem um jeito bem peculiar de escrever, com palavras rebuscadas e riqueza de descrição, que em certo ponto pode até se tornar enfadonho ao leitor. Principalmente aos acostumados a livros de ação.
Flaubert nunca deve ter imaginado que seu livro ficaria para a história como sendo pioneiro em muitas coisas, a começar pela briga judicial que impedia sua publicação, também por ser um livro com ideias avançadíssimas para sua época e entre outras, porque sua protagonista Emma Bovary deu origem ao adjetivo "Bovarismo" (que significa querer ser algo ou sentir algo que não é. Querer ser outro), termo até hoje usado na área de comportamento humano.
Madame Bovary é dividido em três partes, sendo a primeira e a terceira partes, mais dinâmicas e conclusivas, e a segunda parte recheada com excessos de descrição. O livro tem uma história muito boa, ainda mais quando imaginamos que foi escrito no século XIX.
Vale a pena lê-lo por tudo o que representa, pela sua história, seu contexto histórico e para tentar entender o "Bovarismo" de Emma e Homais, e a parcimônia irritante do pobre Charles.
Detalhe para adicionar a sua leitura, há indícios que o livro é biográfico ou autobiográfico. Sensacional, não é?
Boa Compulsão a todos!!!

sábado, 22 de maio de 2010

CHICO XAVIER I - NOSSO LAR -(XAVIER, Francisco Cândido, Ed. Feb)


O Espiritismo é o bálsamo consolador prometido, e Chico Xavier foi quem melhor divulgou essa doutrina de amor e esperança aos que sofrem.
O Livro Nosso Lar é um norte para todos aqueles que buscam em seu íntimo e na vida explicações que ninguém jamais deu. Traz informações precisas de um Mundo desconhecido de muitos e nos ensina como podemos alcançá-lo.
André Luiz nos conta sua experiência além da vida, seu aprendizado e suas dúvidas após o desencarne. Fala também sobre o que viu nessa "cidade nova", contando casos e mostrando situações semelhantes ao nosso cotidiano, revelando surpresas agradáveis e fascinantes para os ávidos buscadores de respostas.
Chico Xavier foi um homem iluminado, que vivia o que Jesus nos pediu em sua plenitude e amava incondicionalmente o seu próximo. Antes de questioná-lo devemos tentar fazer 1/10 do que ele realizou. Se ele fosse lembrado somente pelos corações que ele consolou com suas palavras de amigo e seu abraço fraterno, já teria valido a pena sua existência.
Chico Xavier psicografou mais de 400 livros(sendo que todos os direitos financeiros que lhe cabiam, foram revertidos para obras assistenciais) que até hoje ensinam e ajudam as pessoas a entenderem a doutrina da fé raciocinada.
O livro Nosso Lar é um livro de amor, esperança e renovação que traz entendimento para todos que desejam aprender mais a respeito da "vida após vida".
Livro de cabeceira dos espíritas que recomendo sem preconceito a todos os leitores.
Boa Compulsão a todos.